quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
III Seminário do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia
O III Seminário do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia do Território Médio Rio de Contas objetiva apresentar e debater sobre os atos homofóbicos que vêm vitimizando a comunidade LGBTT, analisar as intervenções desenvolvidas junto a este público e propor novas ações que contribuam para o exercício da cidadania e para a garantia dos direitos dessa população salvaguardados na Constituição Brasileira.
http://www.uesb.br/eventos/seminario_contra_homofobia/
http://www.uesb.br/eventos/seminario_contra_homofobia/
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
O tema Ambiente no livro didático de Biologia: uma análise de conteúdo de três unidades temáticas
Publicado na Ata do VII EPEA 2011: http://epea2011.webnode.com.br/products/a0142-1-/
Resumo: Diante da necessidade do entendimento crítico sobre o ambiente em que existem interfaces entre conhecimentos socialmente construídos, é importante investigar como ele é trabalhado nos livros didáticos de biologia. Analisamos o tema ambiente no livro didático de Biologia, Linhares e Gewandsznajder que foi o mais bem avaliado pelo PNLEM-2007. A metodologia foi inspirada na analise de conteúdo temática que consiste em identificar os núcleos de sentido de uma comunicação. Aplicamos a grade analítica às unidades de registros constituídas por títulos, frases e parágrafos que abordam o tema ambiente, e que permitiu a elaboração dos seis indicadores de enfoques: processos biológicos, alterações ambientais, exploração dos recursos naturais, medidas de controle, contexto sociopolítico e econômico, tecnologia e ambiente. Das unidades de registro analisadas predomina o indicador processos biológicos. Torna-se necessário que os autores do livro didático possam contextualizar com mais intensidade os conhecimentos biológicos com os conhecimentos relacionados às questões socioambientais.
Palavras-chave: Ambiente, Livros Didáticos, Análise de Conteúdo, Ensino de Biologia.
Os sintomas da depressão
Publicado em: Revista Extra, página 24, agosto 2011.
“Tudo que criamos para nós,
de que não temos necessidade,
se transforma em angústia, em depressão...”
de que não temos necessidade,
se transforma em angústia, em depressão...”
Chico Xavier
Na sociedade contemporânea, é bastante comum indivíduos com queixas de desanimo, baixa autoestima, tristeza constante, insônia, baixo libido, ganho e perda exagerada de peso, perda de vontade de viver, e que quando associadas estão relacionadas ao quadro depressivo.
Como detectar e tratar a depressão?
Primeiramente é necessário um acompanhamento médico para detectar o tipo e a causa da depressão. O médico indicará o tratamento mais adequado a ser seguido, por meio de medicação, atividade física e acompanhamento psicológico.
O indivíduo depressivo tendo um acompanhamento médico regular tem potenciais chances de controlar tal quadro, mas é necessário que ele também possa se comprometer com o seu bem-estar, tentando se esforçar para não se isolar do mundo, praticando hábitos saudáveis associados a uma boa alimentação, atividades esportivas e culturais.
Não se deve esquecer que ao longo do tratamento deve-se evitar o consumo de álcool e outros tipos de drogas, pois tais substâncias causam danos gravíssimos a saúde humana.
É sempre bom lembrar que mesmo a vida oferecendo motivos para enclausurar-se ou desenvolver o quadro depressivo, isso quando a causa não for endógena, deve-se buscar força e motivação para se seguir trilhando o caminho.
O melhor remédio é procurar sentir-se capaz de realizar os seus objetivos, e procurar viver em sintonia com os amigos e familiares. Uma grande dose de pensamento positivo também ajudará bastante, pois permite canalizar boas vibrações que ajudaram no bem-estar. Sendo assim, procure contemplar a beleza nas simples coisas do seu cotidiano, como o amanhecer que nos possibilita acreditar no novo dia, e que dependerá somente de você para torná-lo prazeroso e significante; um entardecer que nos remete a sensação de um dia vivido; um anoitecer que nos presenteia com as mais brilhantes estrelas acompanhadas da magia das fases da lua.
O seu mais potente remédio é a força interior, e a certeza de que és capaz.
Antidepressivos tratam a dor depressão, mas não curam o sentimento de culpa e nem tratam a angústia da solidão.
Augusto Cury
LEIA MAIS:
FARINHA, Silvana. A depressão na atualidade [dissertação] : um estudo psicanalítico. Dissertação de mestrado. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005.
POZNANSKI, E.; MOKROS, H.B.; GROSSMAN, J. - Diagnostic Criteria in Childhood Depression. Am. J. Psychiatry, 142(19): 1168, 1985.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
A presença de comportamentos agressivos (Bullying) na escola
Publicado em: Revista Extra, Julho-2011.
“No silêncio do meu quarto ninguém pode ver
O tanto que palavras fazem sofrer
Por ser diferente as pessoas acham que
O tanto que palavras fazem sofrer
Por ser diferente as pessoas acham que
Podem ferir alguém como se não fosse...”
A escola é um espaço direcionado a aquisição de conhecimentos, e serve como meio de socialização do ser humano que se inicia na fase da infância, em que a criança começa a vivenciar experiências e descobrir o mundo que para ela é cheio de cores, contos, cantos, brincadeiras e curiosidades. Porém, não é sempre assim. Casos de violência escolar viraram assuntos corriqueiros, e por muitas vezes noticiados em programas televisivos.
Quem não se lembra da tragédia na escola de Realengo no Rio de Janeiro? Se não se lembra, ou não é mais assunto da mídia, com certeza a comunidade local que vivenciou toda a barbárie até hoje deve recordar de forma triste e sofrida. Esse foi apenas um exemplo de violência na escola, mas existem outros tipos, um dos quais é aquela que se destina a tipos de ‘brincadeiras’ – de extremo mau gosto- entre estudantes que funciona a partir das humilhações, insultos, intimidações e constrangimentos para como o outro, que geralmente é escolhido por ser diferente.
“...Você pode respeitar e é capaz de amar alguém que sofre em silêncio?
Você pode respeitar e pode entender que bullying fere a alma?..”
Você pode respeitar e pode entender que bullying fere a alma?..”
Quem nunca presenciou esse tipo de violência na escola? Realmente isso acontece a muito tempo e no mundo todo, porém na sociedade contemporânea ela tem se intensificado e causam vários problemas de ordem psicológica, moral, física e material para aqueles que sofrem tais insultos. Estamos falando sobre o Bullying.
“...Todos diziam que era brincadeira
Enquanto eu sofria em silêncio
Por ser excluído eu me afastava sem esperar
Enquanto eu sofria em silêncio
Por ser excluído eu me afastava sem esperar
Que pudesse explicar o que havia de errado...”
Tal termo é mundialmente conhecido, e serve para classificar comportamentos anti-sociais e puramente agressivos. Mas, o que leva o indivíduo a se tornar uma pessoa perversa e agressiva? Alguns especialistas (CONSTANTINI, 2004; FANTE, 2005) apontam que existem várias causar, que transitam desde a violência domestica, carência afetiva, criação sem limites e reprodução de comportamentos de afirmação de poder e autoridade presenciados em casa.
“... Seu filho pode ser a vítima
Seu filho pode ser o agressor
Mas terá chance (terá chance)...”
Seu filho pode ser o agressor
Mas terá chance (terá chance)...”
Percebemos que o fator criação e convívio familiar é o grande influenciador no comportamento infantil, pois a criança reproduz em certo grau aquilo que é percebido no meio em que ela interage. A formação da personalidade e caráter de uma criança é influenciado por toda e qualquer experiência que ela possa vivenciar, desde a interação no seio familiar a ideologias perpassadas nos programas e propagandas de TV, brinquedos... Cabe aos pais estarem atentos aos seus próprios comportamentos em casa, e também alertas para aquilo que a criança consome com telespectador, pois são grandes os números de desenhos infantis altamente violentos e brinquedos que estimulam a agressividade.
“... Se todos puderem respeitar e serem capazes de amar alguém que sofre
Se todos puderem respeitar e entender que bullying fere a alma
Quero saber se você é capaz de ajudar alguém assim...”
Se todos puderem respeitar e entender que bullying fere a alma
Quero saber se você é capaz de ajudar alguém assim...”
Sofrendo em Silêncio
Composição: Adriele Lima / Lélio Calhau
LEIA MAIS:
CONSTANTINI, Alessandro. Bullying, como combatê-lo? : prevenir e enfrentar a violência entre jovens. SP: Itália Nova editora, 2004
.
FANTE, Cleo. Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. 2. ed. rev. Campinas, SP: Verus editora, 2005.
A formação do sujeito ecológico no contexto escolar
Publicado em: Revista Cotoxó, julho-2011, P.6.
No contexto educacional é fundamental que se reflita sobre o processo de ensino e aprendizagem na formação do sujeito ecológico diante da crise socioambiental contemporânea. Carvalho (2008) sinaliza que nos dias atuais a formação do sujeito deve ultrapassar a prática de transmissão de conteúdo e informação, pois o ensino deve promover subsídios para posicionamentos críticos e reflexivos, em que possibilite a atuação cidadã diante dos problemas ambientais.
Torna-se relevante compreender quais são os valores, as atitudes e as crenças centrais que devem constituir o sujeito ecológico e como ele deverá operar em consonância com a orientação socioambiental, para expressar seu ponto de vista considerando as características individuais e coletivas nos contextos histórico, social e cultural. Sendo assim, a proposta educativa poderia ser pautada na formação de um sujeito capaz de ler seu ambiente e interpretar as relações, os conflitos e os problemas aí presentes.
A escola deve está formando cidadãos críticos, pois diante de toda repercussão sobre as causas e conseqüência dos impactos ambientais na vida e organização dos seres vivos, temos sido interpelados e convidados a participar mais efetivamente dos embates envolvidos no campo ambiental, mas para tanto precisa-se de indivíduos com espírito de luta, sede de mudança e compromisso para defender um mundo sustentável em que haja responsabilidade no uso dos recursos naturais. Assim, a escola poderá contribuir neste sentido, tendo como uma de suas metas promover os primeiros passos para a constituição de sujeitos ecológicos em prol da cidadania ambiental.
A compreensão sobre cidadania deve se pautar no estabelecimento de uma sociedade democrática, considerando-se a democracia não só como um regime político, mas como uma forma de sociabilidade que se insere nos espaços sociais (BRASIL, 1997). Portanto, a cidadania também está diretamente relacionada com a participação ativa do cidadão em questões que remetem à luta a favor dos direitos sociais, igualdade social e econômica, qualidade da educação, saúde e moradia, com sua participação na gestão pública.
Mais do que nunca precisamos usar o espaço escolar como ferramenta para melhoria de uma sociedade justa e igualitária. Pois, você já parou para pensar que políticos, advogados, médicos, professores e outros representantes de demais profissões passaram por uma sala de aula? Tiveram a oportunidade de adquirir conhecimentos e utilizá-los na formação escolhida e no cotidiano? Então, como podemos justificar que muitos políticos e cidadãos comuns não têm compromisso e responsabilidade com o ambiente? Em que momento as reflexões ambientais foram perdidas na formação de tais indivíduos? Será que é responsabilidade só da escola a formação do sujeito ambiental? Se não é, tudo bem! Mas nós professores temos um potencial enorme em nossas mãos, a criatividade dos estudantes, e por isso devem ser motivados e considerados como instrumentos de transformação para uma sociedade mais justa.
Mesmo que o sistema nos forneça elementos que tentam nos silenciar, a nossa profissão requer energia e luta para tentarmos mudar essa realidade grotesca. Professor(a), seja o agente provedor da criatividade ambiental e dê asas responsáveis aos estudantes, assim poderão voar em busca de habitat sustentável, como diria Rubens Alves: “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”. Que tipo de escola é a sua?
SAIBA MAIS EM:
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Introdução. Brasília: MEC/SEF, 1997.
CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. São Paulo: Cortez, 2008.
sábado, 9 de julho de 2011
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